Resistência à insulina: como identificar nos exames e o que comer
Antes da diabetes existe um caminho longo de resistência à insulina silenciosa. Reconhecer e agir cedo muda a trajetória metabólica de forma decisiva.
A resistência à insulina é uma das causas mais subestimadas de dificuldade para emagrecer, cansaço, sonolência pós-refeição e acúmulo de gordura abdominal. E é totalmente reversível quando identificada cedo.
Sinais nos exames
- Insulina de jejum elevada, mesmo com glicose normal
- HOMA-IR acima de 2,5
- Relação triglicerídeos/HDL alta
- Esteatose hepática em ultrassom
- Hemoglobina glicada no limite superior
Sinais clínicos
Sonolência 1 a 2 horas após refeições ricas em carboidrato, acantose nigricans (escurecimento de pele em dobras), aumento de gordura visceral e vontade constante de doce após comer.
O que comer
Proteína em todas as refeições, fibras (frutas com casca, folhas, leguminosas), gorduras boas (azeite, castanhas, peixes gordos), redução de ultraprocessados e ajuste dos carboidratos para versões integrais e em quantidade adequada ao seu contexto. Ordem alimentar (proteína e fibras antes do carboidrato) reduz o pico glicêmico.
O que impacta além do prato
Sono, treino de força, caminhada diária pós-refeição e controle de peso corporal são fatores tão importantes quanto o que se come. Resistência à insulina se trata com estilo de vida completo, não só com dieta.
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