Micronutrientes · 6 min de leitura

Vitamina D, magnésio e zinco: os três déficits que mais comprometem performance

Três micronutrientes que aparecem deficientes em uma fração enorme dos pacientes e cujo impacto em energia, humor, imunidade e composição corporal é subestimado.

Existem três déficits que aparecem sistematicamente na prática clínica e que quase ninguém trata bem: vitamina D, magnésio e zinco. Corrigir os três muda mais coisas do que quase qualquer 'dieta da moda'.

Vitamina D

Envolvida em imunidade, saúde óssea, testosterona, humor e sensibilidade à insulina. Valores no piso da referência (20-30 ng/mL) já cursam com sintomas. Muitos pacientes se beneficiam ao manter entre 40 e 60 ng/mL, com suplementação individualizada e exposição solar consciente.

Magnésio

Cofator de mais de 300 reações enzimáticas. Déficit se manifesta como câimbras, sono ruim, ansiedade, constipação, palpitações e queda de performance. Presente em folhas verdes escuras, castanhas, sementes e cacau, mas frequentemente insuficiente na dieta moderna.

Zinco

Fundamental para imunidade, cicatrização, testosterona, paladar e olfato. Déficit é comum em quem faz dieta muito restritiva, em vegetarianos sem planejamento e em pós-bariátricos.

Como corrigir

A base é sempre a alimentação. Suplementação, quando necessária, precisa ser guiada por exame e dosada individualmente. Automedicação com doses altas de zinco, por exemplo, gera outros desequilíbrios (cobre, ferro). Corrigir déficit é trabalho clínico, não moda.

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